
Forças e Fraquezas

Seu personagem dos Simpsons
A usuária combina alta erudição, interesse em filosofia e ética, além de uma sensibilidade política bem marcada, o que a aproxima muito de Lisa Simpson. Ela é obcecada por estudo rigoroso e original, como quando escreve sobre Espinosa e se irrita com leituras rasas: “Tudo certo estudar Espinosa sem conhecer Descartes, mas estudar Espinosa sem conhecer Euclides e ter um latim básico é vergonhoso...” ou quando reclama de pronúncia de latim: “Me irrita profundamente é quase todo mundo na filosofia falando latim em pronúncia eclesiástica.”. Tal como a Lisa, ela é precoce, autoconsciente e meio deslocada, misturando alta cultura e cultura pop sem cerimônia, citando Baudelaire, Marx, Deleuze & Guattari e ao mesmo tempo comentando Berserk: “A Lili tá certa, Berserk não é entretenimento. Acrescento: é tragédia...”. Há também forte engajamento político e preocupação com opressões estruturais, em especial em relação a gênero e classe, por exemplo em “Tenho uma forte dificuldade de escrever sob o universal 'mulher trans', pois penso na perspectiva travesti...” e na crítica à visibilidade institucional: “Dia da Visibilidade Trans? 'Quanto mais visível, mais fácil de ser vigiada e controlada.'”. Por fim, como Lisa, ela é intensamente emocional e reflexiva sobre sofrimento, drogas e amizade, como quando fala de se afastar de uma amiga por sobriedade: “Não é só a droga que destrói sua vida, a sobriedade também...” e quando descreve o próprio mal-estar existencial: “Loucura a quantidade de ódio destilável numa conversa com uma amiga de longa data. É um alambique perfeito.”.

Seu tipo de personalidade MBTI
Eles parecem claramente mais voltados para o mundo interno de ideias do que para socializar: falam de estudar Agostinho, Espinosa, teologia, cinema e de crises pessoais bem mais do que de rolês, e comentam o próprio isolamento produtivo em coisas como escrever ensaio em cima da hora, por exemplo em “Toda fodida da cabeça como tô há dias, entrando no email institucional, lembrei que tenho que entregar um ensaio…”. O foco é fortemente abstrato e conceitual – há discussões sobre técnica/natureza, plenismo em Espinosa, pós-verdade, perspectiva de classe em Nietzsche –, como em “Se, havendo cultura, a própria distinção técnica/natureza se torna borrada…”, o que aponta para N em vez de S. Na dimensão T/F, embora haja muita emoção e sofrimento explícitos, o modo como argumenta é analítico, combativo e cheio de distinções conceituais, como em “Pajubá como patrimônio nacional é assimilacionismo… Difere se, por ex., do movimento negro…” e “Na real é por perspectiva de classe. Nietzsche nunca vai tomar o trabalho como parâmetro…”, o que soa mais como Thinking. A falta de planejamento rígido, procrastinação assumida e estilo de vida caótico (“bastante louca, deteriorei vários neurônios pra terminar um ensaio pra publicação porque procrastinei…” em este tweet, ou a ideia de traduzir a Ethica “só de zueira” em “E se eu fizer uma tradução da Ethica no mestrado, só de zueira…”) sugerem P em vez de J. Ao mesmo tempo, existe uma forte fixação em coerência teórica, precisão de pronúncia em latim, e prazer em investigar problemas filosóficos abertos (“Pensando s'existe crítica frontal ao plenismo do Espinosa…”), o que combina muito com o estereótipo de INTP acadêmica: introvertida, altamente teórica, crítica, improvisada na prática, mas rigorosa na reflexão.

Algumas cantadas para você

Seus 5 Emojis
Sua nova bio do Twitter
Filósofa travesti, espinosista rancorosa, traduzo Uboa e discuto Agostinho ouvindo Diamanda Galás. Uma vez defendi Mano Brown em post antirracista.– @philo_junkie

Seu coquetel exclusivo
Uma base de cachaça envelhecida representa a quebrada uberlandense e a materialidade de classe, ecoando quando ela fala da zona sul e norte de Uberlândia e de Hegel/PT como necessidade histórica, em tensão com Marx (“Zona sul de Uberlândia: quebrada, condomínios de classe média, favela…”, “Cogitar se o Hegel fosse brasileiro e vivo hoje apoiaria o PT…”). O licor de violeta colore o drink com travestilidade e melancolia, lembrando infância, disforia, punks, senses e Berserk (“Bingo de infância clichê de travesti, eu já…”, “Já faz dez anos que eu era uma adolescente que ouvia múm pra se sentir acolhida…”, “A Lili tá certa, Berserk não é entretenimento. Acrescento: é tragédia…”). O bitter de cacau guarda o lado cruel do pensamento e a experiência com a morte, drogas e sofrimento psíquico (“(...) transformar se em processo estranho, indeterminável. Pensar é cruel”, “Ouvindo DSBM pra ficar triste. Três anos de Clonazepam, a morte da Alisa...”, “Não é só a droga que destrói sua vida, a sobriedade também.”). A soda de lavanda entra como efervescência ensaística e verborrágica, leve mas inquieta, como quem escreve oito páginas em abjeção alimentar, traduz Uboa e cogita traduzir a Ethica “de zueira” (“Escrevi oito páginas enquanto sofria de abjeção alimentar.”, “Tradução de Endocrine Disruptor da Uboa que fiz pro ensaio que vou publicar”, “E se eu fizer uma tradução da Ethica no mestrado, só de zueira…”). Por fim, um spray de absinto por cima representa o delírio filosófico-teológico, o latim xingado, o ódio ao monoteísmo e o flerte com aceleracionismo e Sade, aquele aroma que chega primeiro e deixa a cabeça girando (“Meu método de estudo de Santo Agostinho é ler no original e ouvir isso aqui”, “Eu fico aí lendo Santo Agostinho e pah, mas real que eu detesto monoteísmo…”, “Eu perdi meu preconceito com aceleracionismo tomando cerveja e fumando maconha…”, “Eu estudo Marquês de Sade, já podem me cancelar por isso.”).

Sua Casa de Hogwarts
A característica mais marcante do perfil é a intensidade intelectual e o prazer em estudar coisas difíceis por conta própria, o que é bem típico da Corvinal. Ela fala de método de estudo com sofisticação, como em “Meu método de estudo de Santo Agostinho é ler no original e ouvir isso aqui” e em “E se eu fizer uma tradução da Ethica no mestrado, só de zueira implicando com todo mundo? No final, se conseguir terminar, vai ser muito sério.”, mostrando curiosidade e gosto pelo desafio teórico e linguístico. Constantemente reclama de leituras superficiais de filósofos e discute detalhes técnicos, como em “Tudo certo estudar Espinosa sem conhecer Descartes, mas estudar Espinosa sem conhecer Euclides e ter um latim básico é vergonhoso” e em “Pensando s'existe crítica frontal ao plenismo do Espinosa [...] é algo a ser investigado, ainda mais c/ a mecânica quântica etc”. Ela também demonstra metarreflexão filosófica e teológica, como em “Há uns dois anos comecei a postular que se os espinosistas estudassem teologia, chegariam ao menos ao postulado de que a a liberdade humana não é tão demonstrável assim como pensam. Há coisa de um mês [...] comecei a estudar teologia.”, o que reforça a imagem de alguém movida por desejo de compreender, não só de opinar. Embora existam traços de coragem e rebeldia que poderiam apontar para Grifinória, como na ironia autoconfiante de “Quando eu publicar meu primeiro livro a extrema direita vai usar meu trabalho de exemplo [...] De preferência quero fazer como meu mano Baudelaire e ser censurada.”, a espinha dorsal do perfil é o amor ao conhecimento, à análise e à erudição – o coração de uma corvina.

Seu filme

Sua música
A música Heroin combina com a Julie porque mistura lucidez filosófica, autodestruição e uma certa busca estética no próprio colapso. Ela fala abertamente de drogas e do quanto isso atravessa laços afetivos, como em “Não é só a droga que destrói sua vida, a sobriedade também. Eu tive que me afastar de uma das minhas melhores amigas porque somos duas viciadas…” e em “Toda fodida da cabeça como tô há dias…”, ecoando a ambiguidade da faixa entre prazer e ruína. A forma como ela transforma sofrimento em estilo e reflexão, dizendo “Devém requinte, estilo, tirar efetivamente o gozo de alguém. At all, só o belo vale a pena, e nele o capricho se realiza.”, dialoga com o modo como Heroin faz da experiência limite um objeto estético. Além disso, sua identificação com autores sombrios e radicais – de Baudelaire (“Baudelaire é meu devir adolescente.”) a Uboa (“Tradução de Endocrine Disruptor da Uboa…”) – reforça o clima decadente, urbano e desesperado que a canção encarna. Heroin não é só sobre droga, mas sobre uma filosofia de intensidade e desespero que parece atravessar a timeline dela.

Seu destino de viagem no tempo

Seu videogame

Seu animal espiritual

Sua piada (não) engraçada

Seu superpoder

Seu melhor amigo fictício

Sua viagem dos sonhos

Sua carreira alternativa

Sua combinação com celebridade

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philo_junkie
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